terça-feira, 30 de junho de 2015


Santiago de Compostela II – Dias 13 e 14 de Junho de 2015

 

Já que o Jorge não quis fazer a crónica desta viagem, eu decidi fazer a minha estreia neste blog (na escrita) e fazer uma pequena narrativa ainda que tardia. E então é assim:

Há hora marcada - 7h00 e no local combinado - Igreja de Antas, lá estavam todos os inscritos para esta viagem, com exceção do nosso guia - Jorge Machado.7H10 e nada - o guia continuava sem aparecer. Logo pensamos que o receio do chefe se tinha confirmado - o Jorge tinha a tal "trela" e não ia. Mas eis que de repente se avista um bttetista e lá aparece o Jorge. Afinal o problema não tinha sido a trela mas o esquecimento do "Doping" para a viagem que o fez voltar atrás e atrasar.

Depois de mais 5 minutos para as fotos e mais outros 5 para um dos elementos descobrir a carteira onde tinha o dinheiro e cartões (adivinhem quem), eram já 7h20, quando iniciamos a nossa marcha.

Ainda não tínhamos percorrido 1 KM e a bicicleta do Vasco Araújo já registava um furo, que o gel rapidamente e eficazmente resolveu.

Ainda não tínhamos percorrido 3 km e já chovia copiosamente. A pretexto do furo da bicicleta do Vasco, foi decidida uma paragem técnica para verificar o furo e principalmente para nos abrigarmos do chuveiro intenso que se fazia sentir. Bendito furo, pois passados 2 ou 3 minutos o chuveiro já tinha passado e prosseguimos viagem.

Ainda não tínhamos chegado a Barcelos e eu já registava o meu primeiro tombo do dia (era a minha estreia nos pedais de encaixe).

Ainda não eram 10h00 e já estávamos todos a apreciar em Barcelos a famosa bola de Berlim, que de facto é muito boa e para além disso é de rendimento (são enormes), que bem precisávamos para o resto do dia.

Rumo a Ponte de Lima, registo do meu segundo tombo. Eu que antes vinha a dizer bastante bem dos pedais de encaixe, após este segundo tombo já só praguejava, contra os ditos pedais.

Ás 12h30, já estávamos a estacionar as máquinas em Ponte de Lima e a aguçar o bico para o arroz de sarrabulho. Após algumas hesitações de alguns sobre a ementa, acabamos todos por comer o dito arroz e que bem que soube!, até e também pelo preço - 8,5 € por cabeça.

Eram 13h30 e já estávamos em cima das máquinas prontos para atacar a famigerada Labruja. Antes de lá chegar no entanto, novo furo, desta vez no pneu da bicicleta do Faria.

Ás 17h00 paragem para o lanche em Valença.

Após o lanche, partida rumo á Galiza, primeiro Tui e depois Porrino. Antes da chegada a Porrino, fomos ainda brindados com uma grande chuvada, mas nada que um bom banho de água quente não resolvesse á chegada ao Hotel, que aconteceu por volta das 19h00.

Ás 20h00, já estava tudo sentado á mesa do restaurante do hotel, cheios de fome e prontos para o repasto. Jantar agradável e pela módica quantia de 10 €, incluindo vinho e água á descrição. 

Após o jantar, ida a um bar beber um copo, petiscar algo e dar duas de treta.

No dia seguinte após o pequeno-almoço e embora estivesse combinado arrancar ás 8h00, só iniciamos a marcha ás 9h00, até Pontevedra, onde paramos para almoçar uma sandes de presunto.

Após o almoço e já a chover retomamos a nossa viagem, rumo a Santiago.

Entre estes dois trajetos, mais concretamente em Caldas D'el Rei, fizemos um pequeno desvio do caminho, para visitar umas cataratas de água - um dos pontos altos desta viagem e sem dúvida o sitio mais bonito por ande passamos.

Retemperadas as forças e as vistas, prosseguimos para o nosso destino. Mais á frente, novo furo - adivinham de quem? - acertaram, mais um furo para a bicicleta do Faria. 

E eis que pelas 18h00 chegamos ao nosso destino final - a Catedral de Santiago de Compostela.

A emoção era muita, a sensação do objetivo cumprido era enorme e a satisfação maior ainda.

Depois das fotos comprovativas da nossa chegada tendo como pano de fundo a majestosa Catedral, lá fomos levantar o nosso diploma de peregrino – a compostelinha e fomos para um albergue tomar o merecido e necessário banho, onde guardamos as bicicletas, enquanto fomos jantar.

O faustoso jantar, foi num dos restaurantes típicos de Santiago, á base de tapas e muito bem "regado", com vinho e cerveja.

Á hora combinada, 10h00 espanholas, lá estava o nosso transporte á espera para nos trazer para casa, onde chegamos por volta das 23h30.       

Opinião pessoal desta viagem: simplesmente ESPETACULAR!!!  MEMORÁVEL!!!e INESQUECIVEL!!!.

Qualquer bttetista que goste de pedalar e que goste de apreciar a natureza fica deslumbrado com este caminho.

Paisagens lindíssimas e diversificadas: montes, floresta, bosque, campo, aldeias, cidades, rios, riachos, etc.

Trajetos de todo o tipo: caminhos de asfalto, de terra batida, estradas, caminhos sinuosos, subidas a pique, descidas a pique, etc.

Convivio, camaradagem, solidariedade, divertimento, mas também esforço e sacrifício quanto baste.

Aos meus companheiros desta aventura, gostaria de agradecer a todos por me terem proporcionado dois dias memoráveis muito bem passados e em boa companhia.

Uma palavra especial para o nosso guia, que desempenhou de uma forma brilhante a sua "função", pese embora o “stress” que por vezes o atingia.

A todos estes companheiros de viagem e demais Biciatus eu digo: até á próxima.

 

Paulo Araújo

5 comentários:

VASCO ARAUJO disse...

Como minha estreia dos caminhos S.Tiago Compostela foi memorável, tanto no trajeto como na companhia dos BICUATUS em questão.
Por isso que venha a próxima

Delio disse...

Aposto que o Faria não levava câmaras de ar para tantos furos !!!!!!

Faria disse...

Caros Biciatus,

Tal como diz o ditado "lo camino si faz caminhando" o relato está muito
bom, relata o que se passou nestes dois dias que vão ficar na memória.
Bons momentos passados com boa disposição e camaradagem. Só uma nota para o Jorge, para não stressar muito, estava muito ansioso por chegar depressa a S. Tiago de Compostela e depois acabou por se perder e afinal chegou com um ligeiro atraso. Jorge ficás-te de fazer a crónica e até ao momento nada, será do stress????
Cumprimentos

Jorge Machado disse...

Eu não me perdi, ao contrário de outros, que só tinham os azimutes virados para a catedral, eu fiquei à espera de 2 elementos que tinham ficado para trás (por atenderem o telefone, este sim o principal motivo de stress).
Já agora deixo aqui um conselho a toda a gente que faz o caminõ de BTT, quem telefona são os Bicigrinos, até porque estamos sempre a parar, as chamadas não são para atender.
A titulo de exemplo vou reproduzir 99% das chamadas recebidas "Tou, onde tás? Falta muito? Tá a chover? É duro? Já comeste? etc. E o resto da maralha à espera, agora multipliquem isto por 6 (todos têm direito) e 3 vezes ao dia, fosgasse!!!
Para finalizar, apesar do stress imposto nem um minuto sobrou para desperdício.

Martinho disse...

Lindo! Escrita aprovada.

Texto sucinto e com clareza.

Parabéns a todos.